As escadas foram a primeira coisa que comecei a evitar
Começou com um pouco de rigidez de manhã. Um ano depois, planeava o meu dia inteiro
para evitar um único lance de escadas. Esta é a história completa — e o que acabou por mudar.
Por Teresa Gonçalves·Leitura de 9 min
Simplesmente voltar a dar um passeio, sem primeiro pensar em como estão os joelhos.
Nunca fui uma desportista, mas sempre gostei de me mexer. Ir de bicicleta até ao mercado,
ajoelhar-me entre as plantas no jardim, subir a correr as escadas com os netos porque havia algo terrivelmente
importante no sótão. Para mim, mexer-me nunca foi uma conquista — era simplesmente como o meu dia se desenrolava. Até
que os meus joelhos, muito lentamente, começaram a pensar de outra forma.
Conto esta história não porque aconteceu algo dramático. Não houve nenhuma queda, nenhum
acidente, nenhum momento em que as coisas correram mal. E é precisamente por isso que a escrevo. Porque, se
comigo foi tão gradual, então está a acontecer com milhares de outras pessoas exatamente da mesma forma — sem que
ninguém se aperceba e sem que alguma vez se fale abertamente sobre isso.
Parte um
Como começou: uma manhã que nunca mais passou
No início, era só de manhã. Os primeiros passos ao sair da cama pareciam duros, como se algo na
articulação precisasse de ‘desbloquear’ antes de o joelho voltar a funcionar a sério. Culpei a má
posição durante o sono, o colchão velho, o frio. Todos fazemos isso — inventamos uma razão inocente, porque a
razão verdadeira ainda não queremos encarar.
Durante algumas semanas, foi de facto apenas isso: joelhos rígidos ao levantar, que ao fim de
dez minutos a caminhar voltavam a ficar flexíveis. Incómodo, mas possível de ignorar. Não contei a ninguém.
Para quê? “Os meus joelhos ficam um pouco rígidos de manhã” soa como a frase mais banal do mundo.
Toda a gente acima dos cinquenta tem algo do género, não é verdade?
Mas a rigidez não se limitou a ficar na manhã. Foi avançando. Depois de uma hora sentada numa
esplanada, levantava-me com dificuldade. Depois de uma viagem longa de carro, tinha de me segurar à porta antes
de o joelho aceitar o peso. E subir e descer escadas — esse passou a ser o momento em que sentia tudo com mais
clareza.
Parte dois
As escadas, e todas as pequenas coisas que desapareceram
Descer dava uma sensação incómoda, sensível, mesmo por baixo da rótula. Não era uma dor aguda —
algo mais chato. Uma espécie de aviso a cada degrau: cuidado, atenção, segura-te. Comecei a agarrar-me ao
corrimão. Depois passei a descer um degrau de cada vez, com ambos os pés no mesmo degrau. E, a dado momento,
dei por mim a planear as compras de forma a evitar as escadas da estação e usar o elevador que ficava mais
adiante.
Foi assim que aconteceu, ao longo de todo aquele ano: não uma grande perda, mas cem pequenas.
Deixei de arrancar ervas daninhas no jardim por mais uma semana, porque ajoelhar-me no canteiro fazia doer
naquela noite. Não dancei na festa da minha cunhada e disse que os sapatos não eram confortáveis. Na caixa do
supermercado, peguei no carrinho mais próximo em vez de ir até ao self-service, porque ficar muito tempo de pé
fazia inchar os joelhos. Fiquei a contemplar a paisagem enquanto os outros seguiam para o próximo ponto.
Não tinha uma dor que me acordasse de noite. Tinha algo mais insidioso: um joelho
com o qual, a cada movimento do dia, calculava silenciosamente.
É isso que as articulações sensíveis têm de traiçoeiro. Não gritam, sussurram. E porque
sussurram, não nos queixamos — adaptamo-nos. Tornamo-nos lentamente alguém que faz menos, sem nunca tomar a
decisão de fazer menos. Só nos apercebemos quando um dia nos damos conta de que há meio ano que não nos
ajoelhamos no jardim, e que a bicicleta está encostada ao alpendre há semanas.
Parte três
Porque ninguém fala sobre isto
O que mais me espanta, olhando para trás, é como tudo foi silencioso. Conheço a minha vizinha há
vinte anos. Já falámos sobre tudo — filhos, jardins, visitas ao hospital, a junta de freguesia que nunca
arranjava aquele passeio. Mas o facto de ambas, ao mesmo tempo, estarmos a descobrir como descer escadas sem
forçar a articulação? Sobre isso nunca tínhamos falado.
Acho que é porque joelhos rígidos parecem algo de que temos um pouco de vergonha. Como se
provassem que estamos a ficar ‘velhos’, quando por dentro nos sentimos exatamente iguais aos
quarenta. Por isso, não dizemos nada. Simplesmente participamos um pouco menos, com um sorriso, e esperamos que
ninguém repare. E como toda a gente faz o mesmo, parece que somos os únicos.
Quando finalmente contei à minha amiga Fernanda — que andava com os joelhos há anos — ela não
se surpreendeu com nada. “Joelhos rígidos, aquele estalar nas escadas, a sensação de que a articulação é
‘instável’ e que pode ceder a qualquer momento,” disse ela, enumerando como se estivesse a
ler o meu diário. “Metade do bairro anda assim, Teresa. Simplesmente ninguém fala. E esse é precisamente
o problema, porque assim cada um continua a resolver sozinho.”
A joelheira é fina e ajustável: coloca-se à volta do joelho e ajusta-se a tensão até ficar
confortável.
Parte quatro
O que realmente acontece no seu joelho
Não sou médica, e esta não é uma história clínica. Mas a Fernanda explicou-me de uma forma que
finalmente fez sentido. O joelho é uma dobradiça que se move a vida inteira, milhares de vezes por dia. À medida
que envelhecemos, o amortecimento nessa articulação fica mais fino e os ligamentos e músculos à volta reagem
mais devagar. A articulação recebe menos apoio natural — e é isso que sentimos como aquela rigidez, aquele
estalar, e sobretudo aquela sensação vaga de que o joelho ‘já não é de confiança’.
Essa sensação de falta de confiança revelou-se, para mim, o verdadeiro problema. Não a rigidez
em si, mas o que essa rigidez fazia à minha cabeça. Comecei a evitar movimentos antes mesmo de doer, só porque
tinha medo de que pudessem doer. E quanto menos usamos uma articulação, mais rígida e fraca se torna — o que nos
leva a usá-la ainda menos. Assim, sem nos apercebermos, entramos numa espiral descendente.
Identifica-se com isto? Os muitos rostos dos joelhos sensíveis
Rigidez matinal — joelhos duros e rígidos nos primeiros passos ao sair da cama ou depois de estar muito tempo sentado.
Descer escadas — aquela sensação incómoda e sensível mesmo por baixo da rótula a cada degrau.
Ajoelhar-se e baixar-se — no jardim, a limpar, a apertar os atacadores: a articulação protesta.
Estalar e crepitar — sons audíveis ou sensações no joelho nos primeiros movimentos.
A sensação de ‘instabilidade’ — como se o joelho pudesse ceder, fazendo-nos andar inconscientemente com mais cuidado.
Ficar muito tempo de pé — na fila, a cozinhar, num aniversário: passado um tempo o joelho incha e começa a incomodar.
Sensibilidade ao tempo — com frio e humidade, as articulações parecem mais rígidas e pesadas.
Ir abrandando em silêncio — evitar atividades (caminhar, andar de bicicleta, dançar, jardinar) sem nunca tomar a decisão conscientemente.
Quando vi esta lista pela primeira vez, quase me ri — de reconhecimento e de alívio. Não eram
oito incómodos separados. Era uma só coisa, com oito rostos. E se é uma só coisa, pensei, então talvez haja uma
forma simples de fazer algo.
Parte cinco
O que a Fernanda já fazia há anos
Ela não tinha um remédio milagroso. Não tinha nenhum tratamento caro, nenhum aparelho complicado,
nenhuma cura que obrigasse a tomar comprimidos religiosamente. Tinha algo muito mais simples, e fazia-o há tanto
tempo que quase se esquecera de o mencionar: uma joelheira leve que usava nos dias em que ia estar muito tempo de
pé.
Nenhum aparato grosso e médico com dobradiças e velcro até à anca. Uma faixa fina e ajustável
que envolve o joelho, mantém a rótula no sítio e, com uma ligeira compressão, dá apoio à articulação.
“Não substitui nada,” frisou ela. “Também não cura nada, isso que fique claro. Apenas dá ao
meu joelho a sensação de que algo o envolve. De que posso voltar a confiar nele. E essa confiança — era
precisamente o que eu tinha perdido.”
Fiquei cética. Uma simples faixa de uns poucos euros, mais nada, para algo com que andava há um
ano? Parecia demasiado fácil. Mas a Fernanda já a usava há anos, por isso decidi simplesmente experimentar. Que
tinha eu a perder, além de mais um verão a ficar de fora?
Parte seis
A primeira caminhada
No primeiro dia em que usei a joelheira, fiz algo que há meses não fazia sem pensar duas vezes:
fui dar uma boa caminhada. Pelo bosque, com umas colinas pelo meio, exatamente o tipo de percurso em que o meu
joelho normalmente começava a queixar-se a meio.
E o que mais me marcou não foi algo que senti — foi algo que não aconteceu. Não pensei no meu
joelho durante toda a caminhada. Não procurei uma árvore para me apoiar em cada descida. A ligeira compressão e o
apoio à volta da articulação davam uma sensação estável, de ‘proteção’, e graças a isso tive
coragem de usar a perna como fazia antes. Desci aquela colina sem sequer pensar nisso. Só no fundo é que me
apercebi.
Pela primeira vez num ano, caminhei para algum lado sem que uma parte da minha cabeça
estivesse constantemente ocupada com o meu joelho.
Parte sete
O que mudou em poucas semanas
Não quero embelezar nada, porque isso não ajuda ninguém. Uma joelheira não é um tratamento, não
é um medicamento e não é uma promessa. É um acessório simples que dá ao joelho um pouco mais de apoio e
estabilidade durante o movimento. Nada mais. Mas justamente esse ‘nada mais’ foi, para mim, a
diferença entre evitar uma atividade e simplesmente começá-la.
Nas semanas seguintes, as pequenas coisas voltaram uma a uma. Voltei a descer as escadas num
movimento fluido, com o corrimão por perto mas sem me pendurar nele. Disse que sim a um dia na cidade, com toda
aquela caminhada e tempo de pé. Voltei a ajoelhar-me no canteiro, e já não era uma expedição. Não porque algo
tivesse ‘curado’ — mas porque voltei a ter coragem de usar o meu joelho. E quanto mais usamos uma
articulação com confiança, mais suavemente ela se move.
Acho que é isto que mais quero transmitir. O maior efeito nem foi no joelho em si. Foi na minha
cabeça. Deixei de pensar antecipadamente em tudo com “será que posso?”. Aquela cautela constante e
cansativa — desapareceu. E com isso voltou um espaço que eu nem sabia que tinha perdido.
Uma nota honesta: se tiver dores persistentes ou crescentes nos joelhos, ou se eles incharem, consulte o
médico. Uma joelheira destina-se ao conforto e apoio no dia a dia — não substitui aconselhamento médico, e não
quero dar a entender que sim.
Parte oito
Como a utilizo hoje
O curioso é: atualmente, já não uso a joelheira todos os dias. No início, colocava-a de manhã e
deixava-a o dia todo, por precaução. Mas à medida que me mexia mais e ganhava mais confiança, precisava dela cada
vez menos. Agora uso-a nos dias em que sei que vai ser puxado: uma caminhada longa, um dia no jardim, um passeio
com muita caminhada, uma festa em que vou estar muito tempo de pé.
Para esses dias, já não prescindo dela. Está na gaveta da entrada, junto às chaves e ao saco das
compras, e coloco-a como quem calça as botas de caminhar — com naturalidade, sem pensar. E é exatamente esse o
ponto: não se tornou algo grande na minha vida. É um pequeno acessório prático que, alguns dias por mês, faz
aquela pequena diferença.
Se pudesse dizer uma coisa à Teresa de há um ano, seria isto: não esperes até começar a evitar
as escadas da estação. Não esperes até passares meio ano sem te ajoelhar no jardim. Não tens de andar com os
joelhos assim como se fizesse parte da vida. Por vezes, o acessório mais simples é o suficiente para voltar a
mexer-se com normalidade.
Perguntas que me fizeram
O que as pessoas mais me perguntam
Não tenho dor a sério, só rigidez e aquela sensação de ‘instabilidade’. Isto
é mesmo para mim?
Comigo começou exatamente assim — sem dor aguda, mas com joelhos rígidos, estalidos e aquela
sensação de que a articulação podia ceder a qualquer momento. Foi justamente para essa sensação de
‘instabilidade’ que o apoio da joelheira me devolveu mais: a confiança para usar o joelho
normalmente.
Uma joelheira destas nota-se por baixo da roupa?
Por baixo de umas calças normais, não se nota. É suficientemente fina para se usar o dia
inteiro, e ajusta-se com mais ou menos tensão até ficar confortável.
Tenho de usá-la o dia todo?
Eu não uso. Coloco-a nos dias em que vou estar muito tempo de pé — uma caminhada longa,
trabalho no jardim, um dia fora. Nos dias calmos, deixo-a simplesmente na gaveta.
Isto resolve o meu problema no joelho?
Não, e quero ser honesta. Uma joelheira não cura nem trata — dá apoio e estabilidade durante
o movimento. Para mim, foi suficiente para voltar a mexer-me, mas em caso de queixas persistentes, deve
consultar o médico.
A joelheira de que se fala
Uma joelheira leve e ajustável — para os dias em que está muito tempo de pé
O modelo que utilizo é uma joelheira simples em malha 3D: envolve a articulação com uma ligeira
compressão, mantém a rótula no sítio e é suficientemente fina para usar o dia todo. O material em malha (nylon
com elastano) é elástico e respirável, e com as faixas ajustáveis regula-se a tensão até ficar confortável. Sem
complicações, sem dobradiças até à anca, sem subscrições — apenas um acessório que faz o que deve, nos dias em
que precisa dele.
€29IVA incluído · Portes de envio podem aplicar-se
Será redirecionado para a página do produto no vendedor. O preço indicado é meramente orientativo e pode variar.
Avisos legais e informação importante
Conteúdo publicitário. Esta página tem caráter publicitário (advertorial). Embora o texto tenha um formato editorial e narrativo, o seu objetivo é promover o produto aqui referido. Para mais informação, consulte a nossa página de Informação Publicitária.
Sem aconselhamento médico. A informação contida neste site é de natureza geral e informativa e não constitui, em circunstância alguma, aconselhamento médico, diagnóstico ou tratamento. Consulte sempre um médico ou outro profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer novo regime de saúde, especialmente se tiver dores persistentes, inchaço ou limitações de mobilidade nos joelhos ou noutras articulações.
Experiências pessoais. Os relatos apresentados neste site refletem experiências e opiniões pessoais. Os resultados individuais podem variar significativamente. A utilização de uma joelheira de compressão pode não produzir os mesmos efeitos para todos os utilizadores.
Sem garantia de resultados. Uma joelheira de compressão é um acessório de apoio e conforto. Não é um dispositivo médico certificado, não cura nem trata qualquer condição e não substitui tratamento médico profissional. Não fazemos quaisquer alegações médicas ou terapêuticas sobre o produto.
Vendedor externo. A Stapzeker não é a vendedora do produto referido. Não processamos encomendas, pagamentos, envios, devoluções nem garantias. Ao clicar no botão de compra, será redirecionado para o site de um vendedor externo (Amazon), que é o único responsável pela transação comercial, incluindo preço, disponibilidade, entrega, política de devoluções e garantia. O preço de €29 é meramente indicativo e pode variar no momento da compra.
Links de afiliado. Alguns links neste site são links de afiliado. Isto significa que podemos receber uma pequena comissão caso efetue uma compra através desses links, sem qualquer custo adicional para si. Esta compensação ajuda a manter este site, mas não influencia o conteúdo editorial nem o preço do produto.
Preço e disponibilidade. O preço de €29 (IVA incluído) é indicativo e refere-se ao momento de publicação deste artigo. Preços, promoções, custos de envio e disponibilidade podem ser alterados a qualquer momento pelo vendedor sem aviso prévio. Verifique sempre o preço atual na página do vendedor antes de efetuar a compra.
Propriedade intelectual. Todos os textos, imagens e elementos gráficos deste site são propriedade da Stapzeker e não podem ser reproduzidos, distribuídos ou utilizados sem autorização prévia por escrito.
Limitação de responsabilidade. A Stapzeker não se responsabiliza por quaisquer danos, diretos ou indiretos, resultantes da utilização da informação contida neste site ou da compra e utilização do produto referido. A utilização da informação é por conta e risco do utilizador.
Legislação aplicável. Este site e os seus termos regem-se pela legislação portuguesa e da União Europeia aplicável, incluindo o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Para o exercício dos seus direitos de proteção de dados, contacte [email protected].